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INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE MASCULINA

Vozes críticas

A terapêutica médica da HBP é muito eficaz, embora não resolva todas as situações, especialmente quando os sintomas são severos. Contudo, vozes críticas consideram que a eficácia global da terapêutica médica é desapontante, já que nenhum fármaco, ou associação de fármacos, consegue melhorias objectivas significativas e duradouras. Até porque, dizem, muitas das melhorias sintomáticas se devem inequivocamente ao efeito placebo. Desse modo, muitos urologistas continuam a sugerir aos doentes que, quando as melhorias subjectivas não são apreciáveis, devem optar pela terapêutica cirúrgica, particularmente na atualidade, em que ela é cada vez mais simples e menos invasiva.

Medicamentos orais da HBP

Muitos urologistas aconselham os doentes com HBP a fazerem tratamento médico a partir do momento que surgem os primeiros sintomas, numa tentativa de atrasar o crescimento da próstata. Contudo, alguns estudos recentes têm questionado a necessidade de tratamento quando os sintomas são ligeiros ou moderados, já que há melhoria espontânea em 35% dos doentes. Segundo esses trabalhos, em vez de tratamento imediato, dever-se-ia optar por uma atitude vigilante e realizar chekups semestrais ou anuais para detectar alterações objectivas da situação. Se houver agravamento, causando maiores sintomas, o tratamento passa a ser obrigatório.

Se a HBP começar a causar infecções urinárias, estas deverão ser tratadas com antibióticos, antes de tratar a própria HBP. Nas situações muito avançadas, felizmente raras, em que a HBP provoca insuficiência renal, também é necessário melhorar antecipadamente a função renal, antes de tratar a próstata.

Existem diversas opões terapêuticas disponíveis para os homens que têm queixas moderadas ou severas: bloqueadores de receptores α-adrenérgicos, inibidores da 5-α reductase e combinações terapêu-ticas. A decisão da escolha depende do tipo e intensidade das queixas dos doentes, mas também da experiência e sensibilidade do médico. A terapêutica médica da HBP sofreu um abanão em 2003, com a publicação dos resultados do MTOPS, um ensaio que revelou que a associação de um bloqueador α-adrenérgico com um inibidor da 5α-redutase reduzia o risco de retenção urinária. O estudo demonstrou particularmente que a terapêutica conjunta era particularmente interessante nos doentes com próstatas grandes e PSA elevados.

DOENÇAS DA PRÓSTATA

O uso da fitoterapia, produtos naturais produzidos a partir de plantas, aumentou significativamente na última década. Os mais populares são os produzidos a partir da serenoa repens, da casca do pygeum africanum, das sementes de abóbora e do pólen de centeio. Em relação à real eficácia destes produtos, apesar de inúmeros trabalhos demonstrarem uma melhoria sintomática, nunca foi feito um estudo sério, randomizado e controlado com placebo. Na ausência desse estudo muitos médicos colocam reservas à sua prescrição.