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INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE MASCULINA

Tratamentos cirúrgicos da HBP

A cirurgia de remoção da porção glandular da próstata é feita há mais de 100 anos e a maior parte dos urologistas consideram-na a melhor solução para tratar os sintomas severos associados a HBP. Com essa remoção alivia-se a obstrução e o esvaziamento incompleto da bexiga. Apenas é removido o tecido que comprime a uretra; a parte mais periférica do órgão é deixada intacta.

A remoção da porção glandular da próstata é geralmente feita por via endoscópica transuretral. A prostatectomia “aberta”, quase sempre por via retropúbica, é actualmente pouco executada, estando reservada para próstatas com mais de 80cc. A cirurgia aberta requer uma incisão na pele e na parede abdominal. Quando o cirurgião atinge a cápsula prostática, abre-a e extrai o tecido prostático hiper-trofiado. Depois, encerra a cápsula e a parede do abdómen.

Na cirurgia endoscópica não é necessária qualquer incisão da pele, já que o urologista insere um instrumento operador através da própria uretra. Embora seja uma técnica muito delicada e que requer um cirurgião experiente, a maior parte dos urologistas prefere-a, já que é menos agressiva, necessitando de menor tempo de internamento e de recuperação. As várias técnicas endoscópicas diferem umas das outras pelo tipo de corte e pelo tipo de energia empregue. A técnica ainda mais utilizada é a ressecção transuretral da próstata (RTUp), que utiliza corte eléctrico. Nos anos 1990 começou a utilizar-se energia laser para destruir o tecido prostático obstrutivo. A grande vantagem do laser é a quase ausência de hemorragias per e pós-operatórias, uma frequente complicação da RTUp. A ocorrência de sintomas irritativos durante algumas semanas pós-operatórias, sendo desconfortável para o doente, acaba por ser um mal menor.

Novas terapias

Todas as recomendações internacionais proclamam as vantagens das cirurgias minimamente invasivas quando comparadas com as cirurgias “abertas” clássicas. A cirurgia endoscópica transuretral é uma cirurgia minimamente invasiva. Contudo, há quem defenda que as verdadeiras técnicas minima-mente invasivas são as técnicas emergentes, que procuram um espaço entre a administração de medicamentos e o procedimento cirúrgico. Essas técnicas são em geral controladas por ecografia transrectal embora, na maior parte dos casos, necessitem de um acesso transuretral. É o caso de métodos tecnologicamente complexos, como por exemplo a TUMT (Transurethral Microwave Thermotherapy), a TUNA (Transurethral Needle Abation), a ILC (Intersticial Laser Coagulation) ou o HIFU (High-intensity Focused Ultrasound). O tempo dirá da verdadeira utilidade prática destas técnicas.

DOENÇAS DA PRÓSTATA

Em qualquer das cirurgias, transuretral ou aberta, é deixada uma algália na bexiga, para facilitar a drenagem da urina para o exterior. A presença da algália pode produzir algum descon-forto uretral e espasmos de bexiga, principalmente nas primeiras 24 horas. Depois os sintomas diminuem, sendo em geral bem tolerados pelos doentes. Depois da retirada da algália é vulgar que se mantenha alguma emissão de sangue, que progressivamente vai diminuindo. É importante beber muita água, para cima de 2 litros por dia, para evitar a formação de coágulos de sangue.