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O que é o desejo sexual

É difícil de definir desejo sexual, mas, muito simplesmente, pode dizer-se que é o impulso que faz despertar para uma experiência sexual.

Do ponto de vista fisiológico é um mecanismo muito complexo, desencadeado pela estimulação de um sistema neurológico específico, o sistema límbico, localizado no cérebro, e mediado por estímulos bioelétricos e neurotransmissores químicos. Destes, os mais importantes são a dopamina (estimulante) e a serotonina (inibitória).

O desejo sexual é ainda influenciado pela testosterona, uma hormona que nos homens é segregada pelos testículos e nas mulheres pelo ovário; e pelas endorfinas, moléculas semelhantes à morfina, que determinam sensação de bem estar, prazer e euforia.

Desejo sexual hipoativo

A diminuição do desejo sexual é um sério problema para muitos homens, particularmente quando ainda não são velhos e são surpre-endidos por esse problema. Muitos julgam que só o envelhecimento é que leva à perda do interesse sexual. Não é verdade, pois embora muitos homens com mais de 60 anos sintam uma progressiva diminuição do desejo sexual, isso nem sempre acontece. Há homens sexualmente activos até idades bastante avançadas.

São duas as causas do desejo sexual hipoativo: psicoló-gicas ou orgânicas. Ou um misto das duas.

As causas psicológicas estão geralmente associadas à valorização de aspectos negativos da sexualidade por parte da pessoa: o medo do insucesso, o medo da intimidade, o medo de um compromisso sério, o medo de estar a praticar atos pecaminosos, etc. Muitas das causas assentam também no facto do parceiro sexual ser insatisfatório, da atividade sexual ser insatisfatória, no excesso de preocupação em ter um bom desempenho sexual. O tratamento psicológico passa por ultrapassar os pensamentos negativos, por reduzir a ansiedade, por utilizar técnicas de relaxamento.

As causas orgânicas são variadas, sendo as mais frequentes a dimi-nuição dos níveis de testosterona, doenças crónicas (hipotiroidismo, insuficiência renal, cirrose hepática, etc.), alguns medicamentos e drogas (álcool, tranquilizantes, anti-hipertensivos, anti-depressivos, cocaína, ecstasy etc.). A medicina atual possui tratamentos eficazes para muitas dessas situações, nomeadamente quando o problemas é o défice de testosterona.

DISFUNÇÕES SEXUAIS