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INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE MASCULINA

Deixar de fumar

Deixar de fumar é a solução óbvia para resolver a disfunção erétil provocada pelo tabaco.

Quando os grandes fumadores deixam o tabaco, quase todos notam uma melhoria das suas ereções, ao fim de apenas 3 ou 4 semanas. Isso acontece porque a ação vasoconstritora da nicotina no sangue deixa de se exercer. Porém, se já houver associada uma perda da elasticidade do tecido cavernoso determinada pelas substancias tóxicas do cigarro, a ereção não vai recuperar completamente.

Se a lesão das células do tecido cavernoso peniano for grave e irreversível, os comprimidos vasoactivos usados para tratar a disfunçõe eréctil vão falhar. Nos grandes fumadores, muitas vezes só a auto-administração de injecções intracavernosas ou a implantação de uma prótese peniana poderá resolver a disfunção erétil

Disfunção eréctil e tabaco

Os fumadores têm muito maior probabilidade de sofrer de problemas de potência sexual do que os não fumadores.

A ereção peniana é um fenómeno complexo, em que interferem mecanismos neurológicos, musculares, vasculares e psicológicos. Se todos esses factores estiverem íntegros e funcionantes, tudo correrá bem. Mas se algum deles estiver perturbado, as coisas poderão correr muito mal. É neste contexto multifactorial que deve ser integrada a acção maléfica do tabaco. A sua interferência na função eréctil dá-se essencialmente por dois mecanismos: um vascular, por diminuição do calibre das artérias do pénis; outro muscular, por perda progressiva da elasticidade do tecido cavernoso peniano.

A diminuição do calibre das artérias do pénis deve-se à acção directa da nicotina, um dos principais componentes do tabaco. Essa acção faz-se porque a nicotina é vasoconstritora, ou seja, actua sobre a camada muscular das artérias, provocando-lhes estreitamento do seu calibre e, consequentemente, diminuição do fluxo sanguíneo. A diminuição da quantidade de sangue pode levar à impossibilidade de encher os corpos cavernosos, determinando uma disfunção erétil.

O segundo mecanismo, por perda da elasticidade do tecido cavernoso, é uma consequência tardia da intoxicação tabágica que vai, aos poucos, determinando alterações cavernosas. Há claramente um efeito cumulativo da exposição, que pode demorar 40 ou 50 anos a produzir-se. Uma ação tão lenta explica porque é que as conse-quências maléficas do tabagismo habitualmente só se notam quando o homem atinge 55-60 anos e soma milhares de cigarros fumados.

DISFUNÇÕES SEXUAIS

É geralmente entre os 55 e os 60 anos, perante a constatação do problema, que o fumador procura ajuda especializada. Provavelmente o seu médico vai prescrever-lhe um comprimido vasodilatador. Mas nicotina e as drogas vasoativas possuem efeitos opostos. Os fumadores são menos sensíveis ao efeito dos medicamentos, necessitando de doses maiores do que os não fumadores.