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Tratamento

As terapêuticas orais que surgiram no final dos anos 1990 trouxeram uma nova esperança aos diabéticos com disfunção erétil. É o caso do sildenafil (Viagra), do tadalafil (Cialis), do vardenafil (Levitra) e do avanafil (Spedra). Os comprimidos devem ser tomados algum tempo antes do inicio da atividade sexual. Os preliminares eróticos devem ser estimulados. Os estudos clínicos mostram uma eficácia global entre 70-80%, embora nos diabéticos essa eficácia não ultrapasse 50%.

Quando as terapêuticas orais falham existem alternativas. A injeção no pénis de uma substância vasoativa é eficaz em muitos diabéticos, tendo um risco mínimo. As próteses penianas são o último recurso para os diabéticos com disfunção eréctil grave.

Disfunção eréctil e diabetes

Estima-se que existam em Portugal cerca de quatrocentos mil homens com algum grau de disfunção erétil (DE). E cerca de 30% dos homens que recorrem a um centro especializado com queixas de disfunção eréctil são diabéticos. Acima dos 50 anos de idade, metade dos homens diabéticos têm qualquer grau de disfunção eréctil.

A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de uma diabetes desco-nhecida. Tal como outras situações – a ateroesclerose, a hipertensão e o tabagismo – a diabetes provoca obstrução das artérias do pénis, com diminuição do aporte de sangue. Ao mesmo tempo, provoca lesão do tecido muscular peniano, o que dificulta o mecanismo de encerramento das veias do pénis, e perturba a função dos nervos periféricos. É essa causa multifactorial que determina a particular gravidade da disfunção eréctil nos diabéticos.

Existem alguns factores que aumentam o grau de risco de um diabético vir a sofrer de uma disfunção erétil. O tempo de duração da diabetes é o mais marcante, podendo dizer-se que todos os diabéticos com mais de 15 anos de doença, mesmo equilibrada com terapêutica oral ou insulínica, têm algum grau de disfunção eréctil. Os doentes com a diabetes controlada por dieta têm menos probabilidades de ter problemas do que os diabéticos com terapêutica oral ou insulina. Entre os diabéticos a fazer terapêutica oral ou insulina a incidência da disfunção eréctil é semelhante.

Em conclusão, a disfunção erétil deve ser considerada como um complicação da diabetes e tratada como tal.

DISFUNÇÕES SEXUAIS

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