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Laqueação das veias penianas

É uma técnica que foi proposta em 1985 para tratamento da “fuga venosa”.

Esses autores propunham a laqueação da veia dorsal do pénis e das suas colaterais. A técnica foi largamente utilizada nos primeiros anos da década de 90, até cair em descrédito, pela publicação de elevadas taxas de insucesso quando os resultados eram analisados a médio e longo prazo. De facto, considerada globalmente - incluindo insuficiências veno-oclusivas de qualquer causa - a cirurgia tem taxas de sucesso relativamente baixas, particularmente ao fim de dois anos pós-operatórios.

A técnica foi recuperada nos últimos anos, depois de se ter demonstrado que os resultados são animadores, da ordem dos 70-80%, se os doentes forem bem estudados e selecionados.

Cirurgia vascular peniana

Actualmente, a cirurgia vascular peniana é quase exclusivamente reservada para alguns casos de “fuga venosa” ou, melhor dizendo, de insuficiência dos mecanismos de veno-oclusão peniana.

Na verdade, a cirurgia têm um relativo insucesso a longo prazo, excepto em homens jovens, geralmente com menos de trinta ou quarenta anos. Na verdade, a operação só resultará se a insuficiência veno-oclusiva for devida a um defeito anatómico congénito, o que determina que os doentes devam referir queixas de disfunção erétil desde a adolescência.

As alterações funcionais do tecido peniano, por exemplo na diabetes ou na doença de Peyronie, surgidas em homens mais velhos, estão votadas ao insucesso cirúrgico. É por isso que, para completa caracterização da situação, pode ser necessário realizar estudos hemodinâmicos. A deficiente caracterização da doença explica, provavelmente, grande parte dos insucessos cirúrgicos.

DISFUNÇÕES SEXUAIS

Os actuais conhecimentos sobre a fisiologia da ereção mostram como é decisivo um adequado encerramento das veias penianas, para permitir que pénis encha de sangue proveniente das artérias. A insuficiência desses mecanismos gera um esvaziamento mais ou menos rápido do sangue, isto é, um grau maior ou menor de disfunção erétil. É isso que se chama insuficiência veno-oclusiva ou, de forma simplificada, "fuga venosa". Devemos entender, contudo, que a insuficiência veno-oclusiva peniana não é mais do que a expressão de uma patologia de base, anatómica ou funcional, que pode ser bem variada.

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