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INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE MASCULINA

Envelhecer

Todos os estudos demográficos mostram um progressivo aumento da quantidade de velhos nos países desenvolvidos. Nos últimos cem anos, em Portugal, por exemplo, praticamente duplicou o valor da expectativa de vida masculina. Esse desenvolvimento deve-se principalmente à melhoria das condições de higiene, à redução da taxa de mortalidade, a terapêuticas mais eficazes, a uma melhor prevenção da doença aguda com a idade.

É certo que envelhecer é um processo fisiológico normal. Ficar-se velho não é uma doença. Mas, no envelhecimento, o corpo sofre uma série de modificações morfológicas e funcionais que são caracterizadas essencialmente por uma tendencia em reduzir a eficácia de todos os órgãos e sistemas. E assim, um corpo envelhecido é, para muitas pessoas, percepcionado como um corpo deteriorado, estragado, socialmente inútil.

A resignação dos próprios idosos, que aceitam muitas vezes sem reacção a desvalorização de que são alvo, é preocupante e tem sérias consequências para a sua própria saúde física e mental. A depressão, a falta de motivação, a perda de auto-estima, o desinteresse pelo mundo que os rodeia, o isolamento, são factores muito importantes, que vão contribuir para uma menor expectativa de vida e, acima de tudo, para uma menor qualidade de vida.

Muitos países desenvolvidos têm uma prática em que a idade é um atributo sem valor social. Pode falar-se numa verdadeira descrimi-nação social. Esta perda de valor é ainda mais acentuada quando a idade está associada com outros factores de vulneralbilidade, como a pobreza, a baixa educação, a solidão, ser pensionista.

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As modificações morfológicas e funcio-nais do envelhecimento têm tendência a percepcionar as pessoas idosas como socialmente inúteis. A resignação dos próprios agrava essa percepção.

Os idosos não podem resignar-se ao envelhecimento. Têm de reagir, com desprendimento e, até, com um certo "espirito desportivo". Procurando ajuda, se necessário.